Desde 2007 que este jogo anda a ser gerido como se fosse um projeto experimental de como não administrar uma comunidade online. O resultado? Um estudo de caso perfeito de como passar de 3000 jogadores para meia dúzia de gatos pingados fiéis — aqueles que já estão aqui há tantos anos que provavelmente deviam receber uma pensão vitalícia.
Vocês acreditam mesmo que um jogo com cada vez menos jogadores, regras mudadas para agradar a minorias barulhentas e uma equipa de “moradores” que claramente não serve para o cargo… pode crescer?
É uma visão futurista incrível: destruir a base de jogadores para proteger três ou quatro contas. Visionários. Revolucionários. Parabéns.
Agora vamos ao génio da economia:
Viram que alguns jogadores estavam a ter vantagens no mercado.
Solução? Congelar o rácio durante 4 semanas.
Genial. Inovador. Uma espécie de “hibernação económica forçada”.
Jogadores que investiram desde o início em naves de comércio e rotação de mercado ficaram com recursos parados durante um mês, à espera das margens semanais que vocês próprios definem (até 18%).
Isto não é gestão — é um reality show financeiro.
Metal: o recurso mais essencial para praticamente todas as construções.
Noutras edições: raramente abaixo de 1.200.
Nesta edição: misteriosamente barato.
Ainda nem foi mexido. Sem qualquer explicação.
Mas claro, não é manipulação… é “mágica de mercado invisível”. 🪄
Antes, quando uma troca excedia o limite, passava para 0.5.
Agora vemos 0.25.
Resultado: margens destruídas em meia dúzia de trocas.
Economia dinâmica? Não. Economia kamikaze.
E a cereja no topo do foguete da SpaceX:
Liberdade de expressão praticamente não existe.
Moderadores continuam presos em 2007, como se o tempo tivesse parado.
As decisões continuam opacas, arbitrárias e, curiosamente, sempre “para o bem do jogo”.
O mesmo “bem do jogo” que o levou de milhares de jogadores para um cemitério digital com bots a fingir atividade.
Vocês lutam desesperadamente para não perder meia dúzia de veteranos, quando deviam estar a pensar em como tornar o jogo atrativo para gente nova.
Mas claro, isso exigiria visão, planeamento e um mínimo de coerência — três coisas claramente consideradas DLC premium que ninguém quis comprar.
A vossa “visão” para este projeto é clara:
Não é crescer.
Não é melhorar.
É desmantelar lentamente enquanto fingem que estão a salvar o jogo.
Parabéns.
Conseguiram transformar um jogo com potencial num documentário de terror sobre como matar uma comunidade online com decisões mal pensadas. 🚀💥

E claro, não podemos esquecer a obra-prima final da engenharia económica:
Os mercados têm triliões de recursos.
Triliões. Com T.
Um oceano inteiro de recursos a circular.
Mas, por algum motivo digno de um prémio Nobel alternativo da matemática criativa, 9 milhões de zion conseguem mexer 0.25 no rácio.
Nove. Milhões.
A mexer um mercado com triliões.
Isto já não é economia — é física quântica de tasca.
É como atirar uma pedrinha ao oceano Atlântico e esperar criar um tsunami.
Ou como soprar numa turbina de avião e achar que ajudaste a descolar.
E depois admiram-se que o mercado fique completamente desregulado, que as margens sejam destruídas em poucas trocas e que os jogadores deixem de confiar no sistema.
Não é falta de jogadores.
Não é falta de mecânicas.
É falta de contas. Literalmente.
Estamos a falar de um jogo de estratégia e economia, onde quem gere o mercado parece não saber fazer proporções básicas.
Mas claro — isto deve ser parte da grande visão estratégica:
“Se ninguém perceber a economia, então ninguém pode provar que está errada.”
Brilhante. Visionário. 300 IQ.
No fim do dia, o que vocês estão a construir não é um jogo sustentável —
é um simulador de como perder uma comunidade inteira com decisões erráticas, números sem lógica e um ego que não aceita críticas.
Continuem assim.